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segunda-feira, 15 de março de 2010

Não Sei O Que Escrever


Há momentos como este, em que eu sento em algum lugar, pego minha caneta e uma folha de papel, e não consigo escrever. Não tenho idéias, não tenho inspiração, e a bem da verdade às vezes até tenho alguma fonte de inspiração, mas não quero mesmo escrever...

E na falta do que escrever, faço o que estou fazendo agora, levantando os motivos, os porquês disto...

Parece ser regra geral que o poeta produz mais quando está triste, desiludido, zangado, desacreditado de tudo na vida, deprimido, apaixonado ou desapaixonado — ou seja, quando não está mesmo bem.

E quando está numa fase neutra, sem obsessões na mente ou arroubos doidos no Coração — como eu estou agora, apenas à espera de uma livraria no Shopping abrir —, simplesmente o poeta não tem o que escrever, ou não sabe exatamente o que escrever ...

Vária vezes na minha vida passei por momentos como este — em que achava que a minha Fonte Interior tivesse secado de vez, mas sempre tinham sido alarmes falsos. E acada nova vez — como agora — penso se não será o alarme real, o prelúdio do fim do meu escrever ...

Dedico este post a todos os meus amigos, meus fãs, a todos os que me amam e que amam ler tudo o que eu vivo escrevendo ... A todos vocês, além do meu muito obrigado por sempre me prestigiarem, quero confessar que eu não sei do meu futuro, não sei até quando vocês terão ainda textos meus para ler ...

-14/03/2010-A

2 comentários:

  1. Fantástico! Traduziu em poucas linhas o que eu tb sinto em relação a escrever. Só produzo qdo realmente não estou bem, e por acaso, por alguns desses bons motivos citados acima.
    Uma vez escrevi que o poeta era um fingidor e um falso. Ele letra a infelicidade ou qualquer outra coisa que o aflige na procura de... sei lá...apenas fazer arte talvez. Ou apenas desabafar. Pessoalmente acho eu, que um papel e uma caneta são seres muito mais compreenssiveis que muitos seres humanos. A gente não precisa falar nada, mostrar nada e simplismente sai. Quando vemos tali escrito um poema tal qual uma fotografia interior.

    Me considero uma farsa como poeta. Meus poemas parecem que nascem prontos. Quase não tenho o trabalho de pensar, apenas transpor para o papel o que já existem dentro de mim.

    abraços querido. Estou adorando seu blog

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  2. Q bom q vc está adorando! E eu ainda não postei aki o melhor que eu já fiz, aguarde então, viu...
    Abçose bjus para vc tb, amiguinha...

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