Quem nunca amou, amou e amou tanto alguém, e se sentia tão livre, felize realizado ao seu lado, e tanto que o Tempo parecia não passar nunca, e era algo inexplicável, mas tão gostoso de se sentir, e ainda nem sabia que isso se chamava Amor? (Amor de infância)
Quem nunca se apaixonou pela menina mais linda do ginásio, e a (não que fosse realmente, mas que tanto parecia que era) mais inacessível, mais distante e intocável, como precioso bibelô de jóia rara repousado em alto e proibido pedestal? E sendo que ela não lhe enxergava, não sabia o seu nome, pois nem sabia que você existia, e se soubesse, não faria diferença, pois os seus mundos eram diferentes e incompatíveis? E pensando nela você vivia, com ela você sonhava, e de ouvir tantas músicas românticas — especialmente algumas — você de Amor e Tristeza morria, e fitava a noite, admirava as estrelas, suplicava consolo para a Lua, imaginava que o vento que tocava a sua face também passava pelos cabelos dela... (Paixão de adolescência)
E quem nunca, já depois de adulto, se apaixona de novo, e como um tímido e inseguro adolescente, não teve coragem de contar, e de lutar para conquistar — o que importava se ela tivesse namorado? Quantos não já roubaram a namorada de alguém? —, achando que era um sonho impossível, e teve que deixar o Tempo passar, até esquecer, até no Coração nenhuma marca mais ficar? (Paixão de adulto)
E quero saber quem nunca se espantou ao ver sua única e melhor amiga se declarar a você, e de tão sofrida e confusa com isso, te pedir para se afastar, pois com esse sentimento não poderia mais em paz viver, e então ela some de vez não só da sua vida, mas também do mapa, sem rastros deixar, e sem te dar a chance de, junto com ela, esse problema resolver? (Paixão de uma Amizade)
E quem nunca se sentiu sozinho, desesperançoso, desacreditado da vida, e então conhece alguém, se encanta cegamente, investe tempo, cabeça e Coração, constrói uma família num espaço de tempo que é como toda uma vida, para depois ver que se auto-enganou, que só fez construir o seu próprio sofrimento, abandonando aos poucos tudo o que para si mesmo tinha tanto valor? (Ilusão de Amor)
E quem nunca se apaixonou por uma nova colega de trabalho, que por uma dessas brincadeiras mais do que idiotas do destino é também sua vizinha, e por conta desse sentimento, se aproxima dela, e inicia amizade, e com o Coração fora do peito e quase que pulando pela boca, não resiste e lhe conta tudo, e ainda tenta conquistá-la e quebra feio a cara, tendo que a partir de agora tentar esquecê-la e evitá-la? (Paixão por colega, amiga e vizinha)
Quem nunca passou por nenhuma dessas situações, que me mande um e-mail, ao qual eu responderei dizendo que é um grande mentiroso...
-16/02/2010, 19:00 às 21:30


Nenhum comentário:
Postar um comentário