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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Matando Um Sentimento


Como posso matar um sentimento que me preenche, pois que tomou conta de mim, e é mais do que uma parte vital do meu Ser, pois a esta altura já é toda a plena extensão deste meu ser?
E não sei essa resposta, e confesso que tenho tanto medo de saber, pois que se esse sentimento é o que me mantém vivo, se eu tentar — como aliás já estou tentando — lutar com ele com certeza irei adoecer, e se chegar a matá-lo, com ele irei também morrer...
E se não o mato, não viverei em Paz, e se o mato, aí já não viverei mais — eis aí o meu grande e atual dilema, que me lança numa confusão mental e emocional até então sem precedentes, que me lança também mais uma vez na mais profunda e terrível Escuridão dentro do meu próprio Ser, dentro da qual já não mais me reconheço, já não sei mais quem eu sou, o que quero e desejo, o que penso, o que sinto e o que eu faço...
E se eu matar esse sentimento que sinto por alguém, se eu matar ese alguém dentro de mim, é como se eu matasse a mim também...

-28/04/2010-B
Arison Figueiredo de Sant'Anna

sábado, 24 de abril de 2010


Passo O Tempo


Passo o tempo escrevendo posts, versos e poesias.
Antes era por diversão, e agora é mais para tentar esquecer você...
Mas eu já vi e acho que agora todos estão
vendo que isto não está dando mesmo certo.
Porque simplesmente não dá para te esquecer...

-23/04/2010-D
Arison Figueiredo de Sant'Anna

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O Sol Por Testemunha


O Sol que me aquece, que me traz sempre — e de modo lindo e espetacular — um novo dia, e que se despede com as cores e a exaltação festiva mais extraordinárias que já vi, esse é a minha testemunha secreta e fiel de tudo o que eu sinto por você...
Pois peço a ele para iluminar o seu dia, te dar calor e te proporcionar alegria, te fazer sorrir e te fazer cantar.
Só não posso é pedir a ele para te fazer também me amar...

-23/04/2010-C
Arison Figueiredo de Sant'Anna

Desabafo


Estou tentando escrever algo que não seja sobre você.
E o que consigo não me agrada, não me aquieta, não me faz sentir bem...
Queria poder dizer para todos que quero de fato esquecer você, mas na verdade não quero, embora precise, e confesso que já não sei mais o que fazer...
E só me resta tão-somente desabafar.

-23/04/2010-B
Arison Figueiredo de Sant'Anna

Pulsa A Vida Na Cidade


Pulsa a Vida na cidade, e muitas vezes, é só estresse — nessa realidade que pulsa dentro e fora de mim...
E sobram tantas incertezas, pairam tantas dúvidas, e geralmente não há ninguém para responder às nossas mais importantes indagações filosóficas, e sempre é (sempre tem sido, sempre será) assim, e nos conformamos com isso, e nos deixamos calar, e deixamos o (nosso) tempo passar...
E acho que se assim é que pulsa a Vida na cidade, é para que eu, afinal, me sinta vivo, e possa tudo observar e, finalmente, poder relatar...
Enquanto o meu pulso também pulsa de Vida nessa cidade...


-23/04/2010-A

Arison Figueiredo de Sant'Anna

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Preso Na Chuva


Como diz aquela música, "Chove lá fora e aqui"...
Chove muito lá fora, e aqui dentro de mim, além de chuva e vento frio, a falta de tudo...
A falta de um café quentinho, de um sorriso (o meu sorriso), da minha alegria (aquela que VOCÊ me roubou), a falta do que eu já perdi de mim (por causa de você), e, sobretudo, a falta, a grande e terrível falta de você...
Meu ônibus está parado no engarrafamento (sim, é assim que chamamos o congestionamento no trânsito, na Bahia), preso na chuva, já estou com fome e não sei que horas é que eu vou chegar em casa, mas, pior do que tudo isso, é me surpreender ainda pensando em você, e sentindo a sua falta, quando eu deveria tentar, o mínimo que fosse, te esquecer...
E pior do que estar preso na chuva, é estar ainda preso à lembrança e ao desejo por você...

-14/04/2010-A
Arison Figueiredo de Sant'Anna

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sinto Falta


Sinto falta de muitas partes de mim que já se foram... Que se perderam no tempo... Que ficaram esquecidas nos escaninhos da memória...

Sinto falta de lugares, tempos, espaços, pessoas, datas, cheiros, anseios, dúvidas, também medos, sinto falta de me sentir feliz (nunca mais soube o que é isso), sinto falta de sorrir livremente, com liberdade autêntica e sem as sombras perseguidoras dos estresses e preocupações...

Sinto falta das paixões antigas, sinto falta das velhas músicas que gosto e que quase não mais escuto, sinto falta de velhos filmes clássicos, sinto falta de todas as cores do Viver...


-10/04/2010
Arison Figueiredo de Sant'Anna